quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Para Sempre, Talvez

Na vida há amigos e amigos. Uns são simples companheiros, outros são coloridos. Quem nunca pensou estar apaixonado por um amigo? Por vezes, é difícil distinguir o limiar entre a amizade e a paixão. Mas, algumas vezes, a paixão está à espreita.

Da infância à maturidade, Alex e Rosie sempre estiveram juntos. Na memória não existe uma vivência que o outro não tivesse partilhado. Tal como todos os jovens, pensavam que seriam melhores amigos para sempre. Os anos correm e surgem as primeiras paixões, as primeiras aventuras solitárias. 

E se os jovens crescem, também os adultos não escapam a esta realidade. Os poucos metros que os distanciavam transformam-se num oceano e a amizade sofre uma abrupta mudança. Alex vai para Boston e Rosie vê-se obrigada a permanecer na Irlanda. As conversas diárias desvanecem. A amizade escreve-se então em cartas banais e, com o passar dos dias, cada vez mais escassas.

"Para Sempre, Talvez" incita a uma reflexão sobre a verdadeira amizade. Será a distância capaz de matar uma amizade indestrutível? Será possível manter a confiança através de cartas triviais? Poderá uma ligação tão forte ser mais do que uma amizade? 

A escrita perfeitamente delineada e a história apaixonante vicia o leitor. A curiosidade precipita uma leitura rápida, tal é a vontade de conhecer o desfecho destes amigos de sempre e para sempre. Talvez. 

Iletradas
Autor     Cecelia Ahern
Publicação    2004
Editora    Editorial Presença, Colecção Champanhe e Morangos
ISBN    9789722334624

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